Embarcação é suspeita da destruição de cabos subaquáticos
A investigação da polícia de Finlândia descobriu que um navio pode ter sido responsável pela destruição de dois cabos subaquáticos na costa de Finlândia, no final do ano passado.
Investigação e Resultados
De acordo com a polícia, o navio de carga Fitburg, que é de bandeira de São Vicente e Granadinas, pode ter arrastado sua âncora por várias quilômetros e cortado os cabos pertencentes às operadoras finlandesas Elisa e Arelion Finlândia, enquanto estava navegando da Rússia para o porto israelense de Haifa. O Fitburg, com 132 metros de comprimento, foi detido em 31 de dezembro e mantido sob custódia por quatro semanas enquanto uma equipe conjunta finlandesa e estoniana investigou o caso, incluindo o navio, o local do dano e dispositivos pertencentes às tripulações.A tripulação do Fitburg, composta por 14 membros, era formada por cidadãos da Rússia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão. O dano aos cabos ocorreu na zona econômica exclusiva da Estônia, sendo a Finlândia a responsável pela investigação, já que considerava os danos como sabotagem agravada, interferência agravada nas telecomunicações e tentativa de sabotagem agravada.
Impacto e Reparos
A investigação da Finlândia concluiu que o Fitburg foi o responsável pelo dano aos cabos subaquáticos da costa da Finlândia. Os danos ocorreram em uma área de importância crítica para as comunicações de dados entre a Finlândia e a Europa. Em consequência, a operadora Elisa afirmou que os serviços continuaram funcionais, mantendo a densa roteirização do cenário báltico.Consequências e Contexto
Este incidente não foi o único do ano em causar danos significativos às comunicações subaquáticas da Finlândia. A Finlândia tem investigado, ao menos, sete incidentes de grande magnitude envolvendo embarcações e infraestrutura subaquática desde 2023. Além disso, em agosto do mesmo ano, a Finlândia acusou três oficiais do navio petroleiro Eagle S de sabotagem agravada e interferência agravada com telecomunicações por arrastar sua âncora em aproximadamente 90 km e causar danos em cinco cabos subaquáticos. Esse dano custou às duas companhias finlandesas cerca de US$ 70 milhões para reparar. O Eagle S está amplamente descrito como uma parte da “frota sombra” de navios de passageiros operados sob bandeiras estrangeiras para contornar as sanções comerciais da Rússia. A Finlândia, em resposta, está estabelecendo um centro de vigilância marítima específico para a região báltica, conhecido como Centro de Vigilância Marítima de Báltica, anunciado em janeiro. O Operação Baltic Sentry da OTAN patrulha a região desde janeiro de 2025.A investigação da polícia de Finlândia concluiu que o Fitburg pode ser responsável pelo dano aos cabos subaquáticos da costa da Finlândia